4º Lote do Imposto de Renda 2026 Cai em 31 de Agosto: Veja se Seu CPF Está na Lista

Se você ainda não recebeu a sua restituição do Imposto de Renda 2026, esta pode ser a sua última chance neste ano: a Receita Federal confirmou que o 4º e último lote de restituições será pago em 31 de agosto de 2026, uma segunda-feira, e a consulta ao lote já pode ser feita a partir do dia 24 de agosto.

Diferente dos lotes anteriores, este último pagamento tem um público mais específico — e vale a pena entender exatamente quem entra nele antes de sair procurando o dinheiro na conta errada.

Quem tem direito ao 4º lote

Ao contrário do que muita gente pensa, o 4º lote não é “mais uma rodada geral” para quem declarou certinho e está apenas esperando a vez. Ele é voltado principalmente a dois grupos:

Contribuintes que entregaram a declaração fora do prazo (após o fim do período de entrega) e, por isso, ficaram de fora dos três lotes regulares pagos em maio, junho e julho.

Contribuintes que caíram na malha fina em 2026, identificaram o erro, corrigiram a declaração e conseguiram regularizar a situação a tempo — o prazo para essa regularização e entrada no 4º lote terminou em 10 de agosto.

Se você declarou dentro do prazo, sem pendências, e ainda assim não recebeu em nenhum dos lotes anteriores (maio, junho ou julho), o mais provável é que sua declaração ainda esteja em análise por outro motivo, e vale a pena checar diretamente no extrato do e-CAC — não necessariamente esperar por este lote específico.

Para efeito de comparação, o 3º lote, pago em 31 de julho, distribuiu R$ 10 bilhões para 7,2 milhões de contribuintes que declararam no prazo e não tiveram nenhuma pendência — se você está nesse perfil e ainda não recebeu, o próximo passo é investigar sua situação individual, não aguardar o 4º lote.

Quando cai o dinheiro na conta

Consulta liberada: 24 de agosto de 2026

Pagamento: 31 de agosto de 2026 (segunda-feira)

O valor entra automaticamente na conta ou chave Pix informada na declaração — não é preciso fazer nenhuma solicitação adicional além de ter a declaração corretamente entregue e, se for o caso, já ter corrigido as pendências da malha fina.

Como consultar se você está no 4º lote

Existem três formas oficiais de consultar, todas gratuitas:

Pelo site da Receita Federal: acesse a Consulta Restituição no portal oficial (gov.br/receitafederal), informe CPF e data de nascimento, e veja o status da sua declaração.

Pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”: disponível para Android e iOS, permite consultar o mesmo status pelo celular, com a vantagem de poder ativar notificações.

Pelo extrato completo no e-CAC: para quem quer mais detalhes (não só “vai receber ou não”, mas o motivo de eventuais pendências), o extrato da declaração dentro do e-CAC (Centro Virtual de Atendimento) mostra o processamento completo, incluindo se a declaração caiu em malha fina e por qual motivo.

Ordem de prioridade: quem recebe primeiro nos lotes de restituição

Mesmo esse sendo o último lote do ano, vale entender a lógica de prioridade da Receita Federal, porque ela também influencia a ordem dentro deste grupo específico de retardatários e regularizados:

OrdemGrupo prioritário
Idosos com 80 anos ou mais
Idosos entre 60 e 79 anos
Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave
Professores cuja principal fonte de renda é o magistério
Contribuintes que usaram declaração pré-preenchida e indicaram o Pix com CPF como forma de recebimento
Demais contribuintes, por ordem de entrega da declaração

Um detalhe que pouca gente sabe: só conta como prioridade por Pix se a chave cadastrada for o CPF — chave por e-mail, telefone ou aleatória não garante o mesmo benefício.

Meu nome não está na lista. E agora?

Se a consulta mostrar que sua declaração ainda está “em processamento” ou “em análise”, os motivos mais comuns são inconsistência de dados informados (por exemplo, valores declarados que não batem com o que empregadores ou bancos informaram à Receita), pendência de documentação, ou verificação adicional por parte do Fisco. Nesses casos, o caminho é acessar o extrato no e-CAC, identificar exatamente qual pendência aparece e, se necessário, apresentar uma declaração retificadora corrigindo o erro apontado — o que pode te qualificar para um lote residual mais adiante.

Correção pela taxa Selic

Quem recebe fora do prazo original não perde dinheiro com isso: o valor da restituição é corrigido pela taxa Selic a partir do mês seguinte ao previsto para a entrega da declaração até o mês do efetivo pagamento. Ou seja, quanto mais tempo levar para cair na conta, maior a correção — mas isso não deve ser visto como estratégia, já que atrasos geralmente vêm de pendências que valem a pena resolver o quanto antes.

Perguntas frequentes

O 4º lote é o último de 2026? Sim, a Receita Federal confirmou que este é o último lote regular do ano. Só há pagamentos residuais posteriores para quem regularizar pendências específicas depois dessa data.

Quem declarou certinho e no prazo ainda pode estar neste lote? Normalmente não — esse público já foi contemplado nos lotes de maio, junho ou julho. Se você se encaixa nesse perfil e ainda não recebeu, o recomendado é consultar o extrato do e-CAC para entender o motivo específico.

Posso consultar pelo CPF de outra pessoa, como um familiar? Sim, desde que você tenha os dados de CPF e data de nascimento da pessoa e ela autorize a consulta em seu nome.

O que fazer se eu perder esse lote? Pendências não resolvidas a tempo entram automaticamente em lotes residuais pagos posteriormente, assim que a situação for regularizada — não é necessário reenviar a declaração do zero, apenas corrigir o que está pendente.


Consulte sempre as informações atualizadas diretamente no site oficial da Receita Federal (gov.br/receitafederal), já que prazos e valores podem sofrer ajustes.

Dica prática: se você ainda organiza recibos e comprovantes de gastos dedutíveis no papel ou em pastas soltas, vale conhecer ferramentas de IA gratuitas — como o Gemini ou o NotebookLM — que ajudam a organizar e resumir esses documentos automaticamente antes da próxima declaração.


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